Mensagens e Frases com a tag: #miacouto
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quero
escrever-me de homens
quero
calçar-me de terra
quero ser
a estrada marinha
que prossegue depois do último caminho
e quando ficar sem …
SER,PARECER
SER, PARECER
Entre o desejo de ser
e o receio de parecer
o tormento da hora cindida
Na desordem do sangue
a aventura de sermos nós
restitui-nos ao ser
que faz…
Eu somos tristes
Eu somos tristes. Não me engano, digo bem. Ou talvez: nós sou triste? Porque dentro de mim não sou sozinho. Sou muitos. E esses todos disputam minha única vida.
#tristeza#miacouto#engano#tristes#pensamentos#decepcao#triste
Ato de coragem
E a loucura nem sempre é uma doença. Por muitas vezes, é um ato de coragem.
#vida#miacouto#bonitas#incentivoO que mais dói na miséria é a ignorância
O que mais dói na miséria é a
ignorância que ela tem de si mesma.
Confrontados com a ausência de tudo,
os homens abstém-se do sonho,
desarmando-se do desejo de serem outros.
(…Continue Lendo…)
A morte é como o umbigo
A morte é como o umbigo: o quanto nela existe é a sua cicatriz, a lembrança de uma anterior existência.
#luto#poemas#miacouto#estranhas
O bom do caminho é haver volta
O bom do caminho é haver volta.
Para ida sem vinda
Basta o tempo.
Não penso na velhice
Não penso na velhice, tenho medo que a velhice pense em mim” afirma Mia Couto.
#miacouto#velhice
Tenho duas pernas
Tenho duas pernas: uma de santo, outra de diabo. Como posso seguir um só caminho?
#miacouto#diabo#pernas
As pálpebras limpam os olhos das poeiras
" As pálpebras limpam os olhos das poeiras. Que pálpebras limpam as poeiras do coração?
(In " Na berma de nenhuma estrada " - página 175)
De que vale ter voz se só quando não falo é que me entendem? De que vale acordar se o que vivo é menos do que o que sonhei?
De que vale ter voz
se só quando não falo é que me entendem?
De que vale acordar
se o que vivo é menos do que o que sonhei?
(VERSOS DO MENINO QUE FAZIA VERSOS)
O poeta faz agricultura às avessas
“O poeta
faz agricultura às avessas:
numa única semente
planta a terra inteira”.
(em "Tradutor de chuvas". Lisboa: Editorial Caminho, 2011, p. 71).