Coloquei meu sonho em um navio E o navio
Coloquei meu sonho em um navio
E o navio em cima do mar
E abri o mar com as mãos
Para meu sonho naufragar
“Minhas palavras são a metade de um diálogo obscuro continuando através de séculos impossíveis”.
“Minhas palavras são a metade de
um diálogo obscuro continuando através
de séculos impossíveis”.
( em “Diálogo”, do livro "Viagem". )
Não digas onde acaba o dia
Não digas onde acaba o dia.
Onde começa a noite.
Não fales palavras vãs.
As palavras do mundo.
Não digas onde começa a Terra,
Onde termina o céu
Não digas até onde …
Canção de Outono
Canção de Outono
Perdoa-me, folha seca,
não posso cuidar de ti.
Vim para amar neste mundo,
e até do amor me perdi.
De que serviu tecer flores
pelas areias do chão
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De que são feitos os dias? - De pequenos desejos, vagarosas saudades, silenciosas lembranças.
De que são feitos os dias?
- De pequenos desejos,
vagarosas saudades,
silenciosas lembranças.
Entre mágoas sombrias,
momentâneos lampejos:
vagas felicidades,
…
Se desmorono ou se edifico
Se desmorono ou se edifico, se permaneço ou me desfaço, não sei, não sei. Não sei se fico ou se passo.
#poemas#cecilia#ceciliameireles#meirelesFinos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra
Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.
#cecilia#poemas#meireles#ceciliameirelesTu Tens um Medo Acabar
Tu Tens um Medo
Acabar.
Não vês que acabas todo o dia.
Que morres no amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que te renovas todo dia.
No amor.
Na…
Permite que eu volte o meu rosto para um
Permite que eu volte o meu rosto
para um céu maior que este mundo,
e aprenda a ser dócil no sonho
como as estrelas no seu rumo.
HORÁRIO DE TRABALHO
HORÁRIO DE TRABALHO
Depois da treze poderei sofrer:
antes, não.
Tenho os papéis, tenho os telefonemas,
tenho as obrigações, à hora-certa.
Depois irei almoçar vagamente
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No mistério do sem-fim Publicado em Cecilia Meireles às 14/04/2009 por kavorka No mistério do sem-fim equilibra-se um planeta. E, no planeta, um jardim, e, no jardim, um canteiro;
No mistério do sem-fim
Publicado em Cecilia Meireles às 14/04/2009 por kavorka
No mistério do sem-fim
equilibra-se um planeta.
E, no planeta, um jardim,
e, no jardim, um …
COMPRAS DE NATAL
COMPRAS DE NATAL
São as cestinhas forradas de seda, as caixas transparentes, os estojos, os papéis de embrulho com desenhos inesperados, os barbantes, atilhos, fitas, o que na verdade oferecemos…
E minha alma
E minha alma, sem luz nem tenda,
passa errante, na noite má,
à procura de quem me entenda
e de quem me consolará…
Toda vez que um justo grita
Toda vez que um justo grita,
um carrasco vem calar.
Quem não presta fica vivo,
quem é bom, mandam matar.
Acordar a criatura humana dessa espécie de sonambulismo
Acordar a criatura humana dessa espécie de sonambulismo em que tantos se deixam arrastar. Mostrar-lhes a vida em profundidade. Sem pretensão filosófica ou de salvação - mas por uma contemplação poétic…
#gravidez#acordar#poemas#vida#ceciliameireles#meireles#poema#cecilia