Acendemos paixões no rastilho do próprio coração
Acendemos paixões no rastilho do próprio coração. O que amamos é sempre chuva, entre o voo da nuvem e a prisão do charco. Afinal, somos caçadores que a si mesmo se azagaiam. No arremesso certeiro vai …
#paixoes#miacouto#versos#amor
O bom do caminho é haver volta
O bom do caminho é haver volta.
Para ida sem vinda
Basta o tempo.
O BEIJO E A LÁGRIMA
O BEIJO E A LÁGRIMA
Quero um beijo, pediu ela.
Um sismo
abalou o peito dele.
E devotou o calor
de lava dos seus lábios,
entontecida água na cascata.
Entusiama…
SER,PARECER
SER, PARECER
Entre o desejo de ser
e o receio de parecer
o tormento da hora cindida
Na desordem do sangue
a aventura de sermos nós
restitui-nos ao ser
que faz…
A nossa língua comum foi construída por laços antigos
A nossa língua comum foi construída por laços antigos, tão antigos que por vezes lhes perdemos o rasto.
#miacouto#lingua
Eu somos tristes
Eu somos tristes. Não me engano, digo bem. Ou talvez: nós sou triste? Porque dentro de mim não sou sozinho. Sou muitos. E esses todos disputam minha única vida.
#triste#pensamentos#tristeza#decepcao#miacouto#tristes#enganoRisadas do Amor
Rir junto é melhor que falar a mesma língua. Ou talvez o riso seja uma língua anterior que fomos perdendo à medida que o mundo foi deixando de ser nosso.
#amor#miacouto#confissoesPoema Mestiço
Poema Mestiço
escrevo mediterrâneo
na serena voz do Índico
sangro norte
em coração do sul
na praia do oriente
sou areia náufraga
de nenhum mundo
hei-de<…
Toda a vida acreditei: amor é os dois se duplicarem em UM. Mas hoje sinto: ser um é ainda muito. De mais. Ambiciono, sim, ser o múltiplo de nada, Ninguém no plural.
Toda a vida acreditei:
amor é os dois se duplicarem em UM.
Mas hoje sinto: ser um é ainda muito.
De mais.
Ambiciono, sim, ser o múltiplo de nada,
Ninguém no plural.
(…Continue Lendo…)
"Conselhos de minha mãe foram apenas silêncios. Suas falas tinham o sotaque de nuvem”.
"Conselhos de minha mãe foram apenas silêncios. Suas falas tinham o sotaque de nuvem”.
( em "O ultimo voo do flamingo". Lisboa: Editorial Caminho, 2000.)