DEIXA-ME SER
DEIXA-ME SER
Caetane-se que a vida é Chico!
Bethânia-me que o amor é Roberto.
Gadula-me que a calma é Lenine.
Deixa-me Blues…
Deixa-me Jazz…
Deixa eu ser meio pop, rock e punk more or less…
Leminsko-me sempre mesmo.
Viniciu-me de vez em quando.
E quando penso que estou Barroseando tudo,
Eis que lembro de um Cartola!
Daí pra frente
A vida vira Cazuza,
Vira Beth,
Engenheiros
E verdadeiros Titãs
na Legião Urbana
de um Paulinho da Viola.
Fonseco-me no mistério.
Gal cantou-me esse ano:
O folclore chama Gil,
Monteiro,
Zilka e Maria Clara.
Noll-me por enquanto.
Carolina-me, Mazzela-me
E Lucinda-me um pouco.
Porque isso
Pode até parecer poesia,
Mas, na verdade, é puro encanto.
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Vou colecionar mais um soneto
Outro retrato em branco e preto
A maltratar meu coração
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Já gozei de boa vida
Tinha até meu bangalô
Cobertor, comida
Roupa lavada
Vida veio e me levou
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Como num romance
O homem dos meus sonhos
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Era mais um
Só que num relance
Os seus olhos me chuparam
Feito um zoom
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“Amou daquela vez como se fosse máquina
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E flutuou…
Discordando de Chico Buarque
Discordando de Chico Buarque
Ao contrário de futuros amantes o meu amor tem pressa.
Ele não faz silêncio e corre depressa,
esperando encontrar-te em qualquer rua dessas.