COMPANHEIROS
COMPANHEIROS
quero
escrever-me de homens
quero
calçar-me de terra
quero ser
a estrada marinha
que prossegue depois do último caminho
e quando ficar sem …
O amor não reside
O amor não reside senão no desejo da plenitude do outro. Ele não se esmera a não ser no respeito ao outro. Ele não pulsa a não ser para o querer bem e sonha que o outro, pássaro livre em perfeição de …
#miacouto#amor
Sou feliz só por preguiça
Sou feliz só por preguiça.
A infelicidade dá uma trabalheira pior que a doença: é preciso entrar e sair dela
Identidade Preciso ser um outro para ser eu
Identidade Preciso ser um outro para ser eu mesmo Sou grão de rocha Sou o vento que a desgasta Sou pólen sem insecto Sou areia sustentando o sexo das árvores Existo onde me desconheço aguardando pelo …
#esperanca#passado#miacoutoSER,PARECER
SER, PARECER
Entre o desejo de ser
e o receio de parecer
o tormento da hora cindida
Na desordem do sangue
a aventura de sermos nós
restitui-nos ao ser
que faz…
Identidade
Identidade
Preciso ser um outro
para ser eu mesmo
Sou grão de rocha
Sou o vento que a desgasta
Sou pólen sem insecto
Sou areia sustentando
o sexo das árvores<…
Um homem pode ter barba ou não barba
Um homem pode ter barba ou não barba, mas um filho e uma exigência pelo respeito.
#barba#miacouto
“Amor se parece com a Vida: ambos nascem na sede da palavra, ambos morrem na palavra bebida”.
“Amor se parece com a Vida:
ambos nascem na sede da palavra,
ambos morrem na palavra bebida”.
(trecho em "Idades cidades divindades". Lisboa: Editora Caminho, 2007.)
Passar um sonho pelo rosto
Devia era, logo de manhã, passar um sonho pelo rosto. É isso que impede o tempo e atrasa a ruga.
#miacouto#bonitas
Todos elogiam o sonho
Todos elogiam o sonho, que é o descansar da vida. Mas é o contrário, Doutor. A gente precisa do viver para descansar dos sonhos.
#miacouto#aposentadoria#gravidez#elogios#poema#sonho
TINHA TANTO…
TINHA TANTO…
Tinha tanto medo de solidão
que nem espantava as moscas
"Conselhos de minha mãe foram apenas silêncios. Suas falas tinham o sotaque de nuvem”.
"Conselhos de minha mãe foram apenas silêncios. Suas falas tinham o sotaque de nuvem”.
( em "O ultimo voo do flamingo". Lisboa: Editorial Caminho, 2000.)