Quase terminei um poema
Quase terminei um poema lindo de morrer, mas preferi permanecer vivo.
#manoeldebarros#bonitasO sentido normal das palavras não faz bem ao poema
O sentido normal das palavras não faz bem ao poema.
Há que se dar um gosto incasto aos termos.
Haver com eles um relacionamento voluptuoso.
Talvez corrompê-los até a quimera.
E…
”Formiga é um ser tão pequeno que não agüenta nem neblina. Bernardo me ensinou: Para infantilizar formigas é só pingar um pouquinho de água no coração delas. Achei fácil”.
”Formiga é um ser tão pequeno que não agüenta nem neblina. Bernardo me ensinou: Para infantilizar formigas é só pingar um pouquinho de água no coração delas. Achei fácil”.
(Extraído do "Livro So…
“Tudo aquilo que nos leva a coisa nenhuma e que você não pode vender no mercado como, por exemplo, o coração verde dos pássaros, serve para poesia”.
“Tudo aquilo que nos leva a coisa nenhuma e que você não pode vender no mercado como, por exemplo, o coração verde dos pássaros, serve para poesia”.
(Trecho extraído de “Matéria de Poesia” do li…
Coisa que não acaba no mundo
Coisa que não acaba no mundo é gente besta e pau seco.
#manoeldebarros#indiretasQue a importância de uma coisa
Que a importância de uma coisa não se mede com fita métrica nem com balanças, nem barómetros, etc. Que a importância de uma coisa há que ser medida pelo encantamento que a coisa produza em nós.
#manoeldebarros#bonitasPé no chão
Fui criado no mato e aprendi a gostar das coisinhas do chão. Antes que das coisas celestiais.
#manoeldebarros#gostar
Um fim de mar colore os horizontes
Um fim de mar colore os horizontes.
#praia#fim#bonitas#mar#agora#amor#agua#manoeldebarros
Sou fuga para flauta de pedra doce
Sou fuga para flauta de pedra doce.
A poesia me desbrava.
Com águas me alinhavo
Eu sou o medo da lucidez
Eu sou o medo da lucidez.
Choveu na palavra onde eu estava.
Eu via a natureza como quem a veste.
Eu me fechava com espumas.
Formigas vesúvias dormiam por baixo de trampas.
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As folhas das árvores caem para nos ensinar a cair sem alardes
As folhas das árvores caem para nos ensinar a cair sem alardes.
Manoel de Barros.
Afundo um pouco o rio com meus sapatos
Afundo um pouco o rio com meus sapatos.
Desperto um som de raízes com isso
A altura do som é quase azul.
“Os patos prolongam meu olhar… Quando passam levando a tarde para longe eu acompanho”…
“Os patos prolongam meu olhar… Quando passam levando a tarde para longe eu acompanho”…
(Extraído do "Livro Sobre Nada" (Arte de Infantilizar Formigas), Editora Record - Rio de Janeiro, 1996, pág…