Eu creio na meiga canção que sopra da aurora E que ecoa na última lágrima de despedida
Eu creio na meiga canção que sopra da aurora
E que ecoa na última lágrima de despedida
Eu creio com a mesma fé das árvores
Que se alimentam das horas
Sou como um velho barco quebrando ondas em um mar revolto
Sou como um velho barco quebrando ondas em um mar revolto:
LIVRE!
Sobre a Distância e Outras Coisas
Sobre a Distância e Outras Coisas
todos os dias morrem em mim infinitas estações
veladas em um templo transparente e quebradiço
de ausência entre os segundos e todas as horas
h…
SONETO DO AMOR EM COLISÃO
SONETO DO AMOR EM COLISÃO
Criatura de intensa inquietação
é amor que se apresenta em colisão:
pintor que na pintura tem prisão,
potro que não teme a fúria do peão.
Encont…
Eu creio na meiga canção que sopra da aurora E que ecoa na última lágrima de despedida
Eu creio na meiga canção que sopra da aurora
E que ecoa na última lágrima de despedida
Eu creio com a mesma fé das árvores
Que se alimentam da solidão das horas
A Despedida
A Despedida
seus olhos cortavam como uma espada
da sua boca nascia uma tormenta
me aquietei
como um velho na escuridão
era um barulho incompreensível
um zumbido de …
Bateu-me um besouro na testa e me contou o segredo da festa
Bateu-me um besouro na testa
e me contou o segredo da festa:
_ Não esperes da menina o sorriso,
vá dançando a valsa da loucura,
que dela iras roubar o desejo obtuso
de tr…
Cada dia é uma despedida e cada queda uma ferida
Cada dia é uma despedida
e cada queda uma ferida,
mas quem vive da busca não morre
- em tempo Deus socorre -
vai garimpar estrelas.
CORAÇÃO DE BICHO
CORAÇÃO DE BICHO
Coração de bicho é saudade
do selvagem
de estar à margem
e na margem
do rio saudar a tempestade
de raios
bramir aos lacaios
fremir
(…Continue Lendo…)
nem a mais forte tempestade nem um brisa de saudade nem um vendaval destruindo árvores no meu quintal
nem a mais forte tempestade
nem um brisa de saudade
nem um vendaval
destruindo árvores no meu quintal
nem furacões, nem terremotos
nem o mar ou maremotos
nem o abis…
A Poesia
A Poesia
A poesia caminha pelas ruas
em noites silenciosas:
insone!
Bebe da lua e circula as luzes,
brincando com as mariposas
que não têm nome.
Se senta na …
Os Amantes
Os Amantes
Amaram-se como amam dois amantes
Da felicidade beberam toda a taça
Todo o vinho, todo o cio… de graça
Amaram-se como amam dois amantes
Somente pele e boca e ma…
Eu pedia devotamente ao Redentor - na minha silenciosa
Eu pedia devotamente ao Redentor
- na minha silenciosa súplica -
para que a eternidade
fosse o quintal dos nossos sonhos
ou um simples reflexo
das horas em que vivemos um…