Abortei a missão. Deixei o barco afundar. Nem me dei o trabalho de lançar a âncora. Deixei ele ir…
Abortei a missão.
Deixei o barco afundar.
Nem me dei o trabalho de lançar a âncora.
Deixei ele ir…
Não pense que não lutei… Lutei sim.
Até mais do que devia.
Fiz de tudo para o barco continuar ali.
Perdi a conta de quantas vezes tentei evitar que isso acontecesse.
Inúmeras tentativas! Mas o barco já tinha seu destino… Ele tinha que afundar mesmo.
Por que? Não sei ao certo.
Mas é assim que tinha que ser.
Às vezes tenho a impressão de que fui junto com ele… Estou me afogando! A temperatura está muito baixa! Não consigo mais respirar! As águas me invadiram os pulmões…! Mas não.
Eu estou aqui, sequinha.
Isso tudo não passa de um melodrama.
Uma tentativa frustrada de atrair atenção.
De ser ajudada, amparada.
De ser tratada com um pouquinho de compaixão.
Mas a única coisa que realmente pode me ajudar agora é a aceitação de um fato: o barco permanece no fundo do mar.
E eu estou aqui, em terra firme.
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Manoel de Barros, poeta, advogado e fazendeiro, em 29/12/1991, em entrevista ao GLOBO