O Cão Sem Plumas
O Cão Sem Plumas
A cidade é passada pelo rio
como uma rua
é passada por um cachorro;
uma fruta
por uma espada.
O rio ora lembrava
a língua mansa de um cão
ora o ventre triste de um cão,
ora o outro rio
de aquoso pano sujo
dos olhos de um cão.
Aquele rio
era como um cão sem plumas.
Nada sabia da chuva azul,
da fonte cor-de-rosa,
da água do copo de água,
da água de cântaro,
dos peixes de água,
da brisa na água.
Sabia dos caranguejos
de lodo e ferrugem.
Sabia da lama
como de uma mucosa.
Devia saber dos povos.
Sabia seguramente
da mulher febril que habita as ostras.
Aquele rio
jamais se abre aos peixes,
ao brilho,
à inquietação de faca
que há nos peixes.
Jamais se abre em peixes.
Mensagens Relacionadas
Zacarias ficou um silêncio por um longo momento
Zacarias ficou um silêncio por um longo momento. Depois sua voz, gentil em sua mente, disse: "o mapa lhe diz que seu filho ainda está vivo. Se o der para a Clave, não acho que irá ajudá-los muito, alé…
#cidade#poesia
Precisamos extirpar desta cidade o culto da autoridade"
Precisamos extirpar desta cidade o culto da autoridade". (Hovstad, um jornalista)
(Um inimigo do povo)
Vaquinha TetraPak
Vaquinha TetraPak
Para as crianças da cidade
a vaca se chama TetraPak
e tem tetas de papelão.
O tomate é fruto do quitandeiro
e a alface brota na Kombi do verdureiro.
(…Continue Lendo…)
Espelho e futebol se equivalem no quesito ilusão
Espelho e futebol se equivalem no quesito ilusão. Ambos conseguem transformar a nossa visão, mudando a realidade.
#poesia#cesarcidadedias#despedida#mudar#cidadeA cidade pode achar que está morta
A cidade pode achar que está morta. Mas você terá uma casa. É cada alma que te deseja mal, será derrubada. Assim como tenho certeza que tem meu sangue, sei que retornará pra mim.
#poesia#niklausmikaelson#cidadeAcho que o quintal onde a gente brincou
Acho que o quintal onde a gente brincou é maior do que a cidade. A gente só descobre isso depois de grande. A gente descobre que o tamanho das coisas há que ser medido pela intimidade que temos com as…
#poesia#cidade#manueldebarros