Depois de ter cortado todos os braços que
Depois de ter cortado todos os braços que se estendiam para mim; depois de ter entaipado todas as janelas e todas as portas; depois de ter inundado os fossos com água envenenada; depois de ter edificado minha casa num rochedo inacessível aos afagos e ao medo; depois de ter lançado punhados de silêncio e monossílabos de desprezo a meus amores; depois de ter esquecido meu nome e o nome da minha terra natal; depois de me ter condenado a perpétua espera e a solidão perpétua, ouvi contra as pedras de meu calabouço de silogismos a investida húmida, terna, insistente, da Primavera.
#paz#poemas#octaviopaz#octavio 270Mensagens Relacionadas
Porque se pensarmos bem
Porque se pensarmos bem, os dias, as semanas, os meses e os anos servem apenas para se medir o tempo.
Mas e se essa medida não existisse?
Não existiria o "amanhã eu faço", o "daqui meia ho…
Desiderata Siga tranqüilamente entre a inquietude e a pressa
Desiderata
Siga tranqüilamente entre a inquietude e a pressa, lembrando-se que há sempre paz no silêncio. Tanto que possível, sem humilhar-se, viva em harmonia com todos os que o cercam.
F…
Obra Prima
Obra Prima
A natureza te criou para que eu pudesse compreender o quão ela é sabia.
Esculpiu teu corpo como uma obra-prima e te revestiu na mais fina seda.
Em Ônix lapidou teus olhos,…
Senhor
Senhor, neste dia em que me encontro…
Venho te pedir-te a paz, o amor, a sabedoria e a força…
Quero olhar o mundo com os olhos do amor,
Quero ser paciente, compreensivo, manso e prud…
O SOLITÁRIO
O SOLITÁRIO
Ajuda esse pobre
Faminto e sedento
De amor e de paz
De afeto e carinho
Que vive sem rumo
Sem pai e sem mãe
Que vai e que vem
Sozinho no mund…
Com mãos se faz a paz se faz a guerra
Com mãos se faz a paz se faz a guerra
Com mãos tudo se faz e se desfaz.
Com mãos se faz o poema – e são de terra.
Com mãos se faz a guerra – e são a paz.
Com mãos se rasga o ma…