Mas é que por vezes
Mas é que por vezes, não procuro a verdadeira poesia em pessoas.
Sou feita de lugares, me reencontro em situações que sempre estão aqui, dentro de mim.
Encanto-me com o som dos pássaros mesmo que não combinem com o meu estado de espírito.
Sou tocada profundamente pelo cheiro do sentimento que deixa muito mais do que teu perfume, mas a sede de um mistério que eu não pretendo desvendar.
Que me vem suavizando com toda sua pureza e se faz tão, mas tão natural.
Ando com uma séria culpa de plágio de mim mesma.
Vejo-a, poesia, em metades, aparentando ser chicle, quando na verdade, não é.
É como se tudo fosse uma obra não completa de meu próprio ser.
Acompanho-me, então, do meu jeito torto.
Entendem? É muito mais escasso de ter a sensação de ser privilegiado ao enxergar a cor do vento que se faz natureza.
Sinto-me lisonjeada ao enxergar as mudanças que ocorrem quando uma folha cai ao chão por sua mudança.
E se pararmos pra pensar, elas evoluem muito mais que nós.
Só por ter um prazo pra crescer.
Deixo-me ser tão dependente das flores que transbordam carinho… Entrego-me tão facilmente ao que me parece ser dócil, que me esqueço de que sou o sentimento.
E que ele, não se estampa assim, na capa.
Mas só digo por sempre ter crescido com ele e o mostrado a quem imaginava que fosse como eu.
Então por vezes, não procuro a verdadeira poesia em pessoas… Não me forço a escrever sem a mesma, não me reconcilio com meu reflexo no espelho apenas para o meu próprio agrado.
Porque ainda sim, vejo que a verdadeira parte daquilo que matamos, se apresenta nos detalhes das coisas mais naturais que possam existir.
Mesmo sabendo que a mesma que possui a delicadeza de uma leve chuva, se torna canivete de uma ação humana.
É que me esqueço de me perdoar, pois também sou humana.
Mas olha, ainda sim, se torna bem maior do que o que se esconde acima dos céus.
É bem mais colorido do que as asas das borboletas que transparecem a liberdade tão invejável de acompanhar situações de longe.
É bem mais conseqüente do que os tsunamis que possam nos invadir.
Falta-te, me falta, falta-nos.
Falta-nos a verdadeira poesia, cidadão.
Um dia você acorda e percebe que o que há dentro de ti, se faz um verdadeiro furacão.
E que palavras, não alimentam mais a sede que traz a ausência do que antes, parecia não lhe importar.
Acorde, jovem! Mudaram-se os mundos.
Mudaram-se os caminhos que circulavam ao nosso redor.
Falta-te a vontade de olhar as estrelas e saber que cada uma tem teu significado apenas por se habitar ali.
Falta-me, flor, sua fragrância admirável que merecia ultrapassar todas as estações.
Hoje, falta ao mundo, à resistência daqueles que lutam até o último segundo por mais um dia de vida.
Mas, o que mais nos falta, é aquilo que absolutamente poucos presentes ainda sentem: A suavidade do verdadeiro valor que hoje se apagaram, por nós.
Enxerga o inabitável lugar que nos tiraram a inspiração do que nos faz sentir vivos.
Desculpe-me, mas eu ainda sim, acredito na inspiração que o sentimento traz a nós.
Porque tê-la é como ganhar o brilho do Luar que espelha a grandeza de ter um ombro amigo: o Sol.
E ele, resplandecendo e soltando palavras assim, se o fazendo em mim.
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