Meu querer
Meu querer
Eu quero o repousar tranquilo da sombra das árvores.
O som transmitido pelo vento, batendo levemente nos galhos altos.
Quero o gosto do orvalho daquelas manhãs distantes.
Quero abraçar a lembrança da estrada empoeirada, o sol que nasce por traz da montanha e chega a tocar meu rosto.
Meu querer não está tão distante, está no campo onde aprendi a amar e respeitar a natureza.
A dividir a alegria com os pássaros, a cantar junto deles e ouvir seu canto.
Observar o correr das águas límpidas dos rios.
O toque da brisa nos meus cabelos.
O perfume das flores colhidas na primavera e dos plantios do inverno.
Quero até mesmo o som da trovoada.
Da chuva forte na janela, causando certo arrepio.
Quero a mesma casinha às margens do caminho.
A mesma estrada de pedra, construída com muito esforço, todas as manhãs, logo ao raiar do sol.
Quero o calor das fogueiras nas noites de São João, com minha família ao redor do fogo, contando adivinhações.
Quero sentir o cheiro da saudade de quem ia nos visitar.
Hoje, eu sei que, eu quero até mesmo o gosto amargo que ficava depois das despedidas.
A solidão que se espalhava nos cantos da casa.
O som da fala daquelas pessoas ficava dias ecoados na minha memória.
Eram dias de saudades, vendo a solidão espalhadas em meio aos pastos verdes no inverno e secos no verão.
Mas, no fim eram lembranças boas, acolhedora.
Esse é um querer sincero, vem das raízes do coração.
Vem da vontade de voltar alguns anos atrás e abraçar aqueles instantes que eu não sabia que um dia iria se transformar nesta saudade cortante, neste querer louco de retornar e viver tudo de novo.
Mas, como isso é impossível eu fico aqui, apenas remexendo velhas recordações que meu coração jamais esquecerá.
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