Colheita Eu procurava o amor em jardins de cactus
Colheita
Eu procurava o amor em jardins de cactus.
Vinha buscando o fruto em árvores erradas, e nas mordidas sentia o gosto azedo, que amarga no fim da boca.
Colhi amores podres, comidos pelo tempo e dor.
Foi preciso paciência – e um outro tempo – amadurecendo um fruto para colhê-lo doce, suave, terno e delicado.
Simples como naturalmente é.
Eu imaginava haver segredos por trás dos espinhos.
Mas é puro acaso que amores e espinhos se encontrem em botões abertos ou fechados.
A rima entre amor e dor é armadilha.
O verdadeiro fruto está ao alcance das mãos – mas é tão rasteiro, que quase não se vê.
É preciso passear sem fome para enxergá-lo redondo, vermelho.
Para então mordê-lo distraído como numa tarde de chuva.
Mensagens Relacionadas
Árvores dançando
Árvores dançando, cabelos ao vento, janelas fechadas. Um ser solitário. Lágrimas pingando, chuva caindo, olhar de esperança. Esperança infinita.
#cabelos#arvores#poemas#vento#leticianogaraTem o céu
Tem o céu, noite de brisa livre; tem o chão as árvores. E na trilha, uma dor.
Ele chora a dor de uma mordida em seu coração.
Sangra. Um rio bento correndo.
Salga a visão. O corpo não…
Longos anos protegidos pelas sombras das árvores
Longos anos protegidos pelas sombras das árvores,
resolveram um dia em fim
abrir os olhos e deixar a luz entrar.
Mas o tempo passou
e eu acabei regredindo aos antigos amores
(…Continue Lendo…)
Com quantos paus se faz uma canoa?
Com quantos paus se faz uma canoa?
Árvores troncudas de verdes galhos
Na esperança de um florescer
Doar teus frutos em forma de sementes
Gerando-se vidas mesmo ao envelhecer
(…Continue Lendo…)
Neste final de outono avisto ainda nas árvores algumas folhas craquelentas amarelentas virulentas Qu
Neste final de outono
avisto ainda nas árvores
algumas folhas
craquelentas
amarelentas
virulentas
Que resistem ao tempo
não se deixam ir…
Assim são algu…