Quanto à mendicância

Quanto à mendicância, é muito mais seguro mendigar do que roubar, mas é melhor roubar do que mendigar.
Não! Um pobre que é ingrato, descontente, rebelde e que se recusa a poupar terá, provavelmente, uma verdadeira personalidade e uma grande riqueza interior.
De qualquer forma, ele representará uma saudável forma de protesto.
Quanto aos pobres virtuosos, devemos ter pena deles mas jamais admirá-los.
Eles entraram num acordo particular com o inimigo e venderam os seus direitos por um preço muito baixo.
Devem ser também extraordinariamente estúpidos.
Posso entender um homem que aceita as leis que protegem a propriedade privada e admita que ela seja acumulada enquanto for capaz de realizar alguma forma de atividade intelectual sob tais condições.
Mas não consigo entender como alguém que tem uma vida medonha graças a essas leis possa ainda concordar com a sua continuidade.
(A Alma do Homem sob o Socialismo)

#poemas#oscarwilde#seculo#xix 221

Mensagens Relacionadas

A palavra morre Quando é dita

A palavra morre Quando é dita

A palavra morre
Quando é dita,
Alguém diz.
Eu digo que ela começa
A viver
Naquele dia.

#vida#seculo#xix#poemas#emilydickinson
Última flor do Lácio

Última flor do Lácio

Última flor do Lácio, inculta e bela,
(…) Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela…

#bonitos#olavobilac#flor#bruta#poemas#xix#seculo#mulher
A beleza não tem causa

A beleza não tem causa

A beleza não tem causa. É. Quando a perseguimos apaga-se. Quando paramos - permanece.

#seculo#poemas#emilydickinson#xix#beleza#ditas

Sei que sou sólido e são

Sei que sou sólido e são,
para mim num permanente fluir
convergem os objetos do universo;
todos estão escritos para mim
e eu tenho de saber o que significa
o que está escrito.

(…Continue Lendo…)

#waltwhitman#poemas#seculo#xix

PORQUE MENTIAS?

PORQUE MENTIAS?
Por que mentias leviana e bela?
Se minha face pálida sentias
Queimada pela febre, e se minha vida
Tu vias desmaiar, por que mentias?
Acordei da ilusão, a …

(…Continue Lendo…)

#poemas#xix#seculo#alvaresdeazevedo