E eu
E eu, mais uma vez, olho para o lado morrendo de saudade dessa coisa que eu nem sei o que é.
Dessa coisa que talvez seja amor.
(…) odeio todos os amores baratos, curtos e não-amores que eu inventei só pra pular uma semana sem dor.
A cada semana sem dor que eu pulo, pareço acumular uma vida de dor.
Preciso parar, preciso esperar.
Mas a solidão dói e eu sigo inventando personagens.
Odeio minha fraqueza em me enganar e mais ainda a dor que vem depois dos dias entorpecidos.
Eu invento amor, sim.
E dói admitir isso.
Mas é que não aguento mais não dar um rosto para a minha saudade.
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