Ninguém acredita na gente

Ninguém acredita na gente: nenhum cartomante, nenhum pai-de-santo, nenhuma terapeuta, nenhum parente, nenhum amigo, nenhum e-mail, nenhuma mensagem de texto, nenhum rastro, nenhuma reza, nenhuma fofoca e, principalmente (ou infelizmente): nem você.
Mas eu te amo também do jeito mais óbvio de todos: eu te amo burra.
Estúpida.
Cega.
E eu acredito na gente.
(…) Amo você, mesmo sem você me amar.
(…) amo o nada que sempre vem depois disso.

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