Ando a ver
Ando a ver.
O caracol sai arrebol.
A cobra se concebe curva.
O mar barulha de ira e de noite.
Temo igualmente angústias e delícias.
Nunca entendi o bocejo e o pôr-do-sol.
Por absurdo que pareça, a gente nasce, vive, morre.
Tudo se finge, primeiro; germina autêntico é depois.
Um escrito será que basta? Meu duvidar é uma petição de mais certeza.
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