PRIMAVERA (soneto)
PRIMAVERA (soneto)
Ah! Chegou a estação da primavera
Quimera, com seu perfume multicor
Que sejamos tal.
Ah! Quem nos dera,
Assim desabrochar no botão do amor!
Pelo chão musgos, nos troncos a hera
Em cada haste, a prenda do Deus cultor
Traz à poesia cor.
O belo assim quisera,
E o afável em espera, cheiro acolhedor;
Cantam os pássaros, na doce aurora
O sol então suspira, e a vida ao dispor
Cada tempo, encanto, de hora em hora;
A qual a alma da terra gorjeia chão a fora.
Nasce a primavera… e neste tenro andor:
As flores diversas, ornam a variada flora…
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
23 de setembro, 2018
Domingo, Cerrado goiano
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ÁGUAS NORDESTINAS
ÁGUAS NORDESTINAS
O Nordeste que tanto implora
as águas da primavera
tem águas que o mundo adora
e terra que a chuva espera
de um lado a seca devora
do outro a bele…
Tu és flor de primavera que sem o amor não aflora
Tu és flor de primavera
que sem o amor não aflora,
sou sua água sou sua terra
mais sem você sou nada,
e sem mim tu seca.
Sempre que ouço a sua voz
Sempre que ouço a sua voz…
O meu coração floresce…
Feito primavera fora de estação.
E fez dos meus olhos
E fez dos meus olhos, o mundo.
Transformou meu inverno em primavera,
fez do meu coração uma fera,
e me deixou sendo comido por ela.
Primavera
Primavera
O amor por si só revela-se
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O amor por si só revela-se
Olhando a paisagem da janela
Encanto-me …
Quero abraçar-te mais uma vez
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E na primavera encontrar-te
em uma flor, E como um
beija flor, Beijar-te suavemente.