José
José, carregando o seu carrinho cheio de material achado na rua para reciclagem, achou estranho aqueles minutos de Natal e Ano-Novo.
Na rua, de invisivel, passou a ser visto.
Pessoas que jamais o cumprimentara, davam-lhe felicitações, seguidas de abraços calorosos.
Uma senhora, que outrora o xingava de mendingo, deu-lhe dinheiro para comprar roupas novas.
Pelo menos, por uns instantes, José não era visto como indigente, mas, sim, como decente.
Ele passou a se perguntar o quão de especial havia nesse novo dia, não entendia o por que das pessoas serem boas somente nessas datas.
Acabou o Natal, passou a virada de ano.
a ressaca foi curada, e tudo retornou ao que era antes.
À senhora voltou a xingar José de mendingo, ele passou a ser invisivel e as pessoas voltaram a tratá-lo com indiferença.
A José, resta aguardar o próximo Natal e Ano-Novo para, mais uma vez, ser tratado como gente.
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Me entende Eu caminho só, mas não estou sozinho. Ando em meio à selva de concreto e fios Eu caminho só, mas não estou sozinho. Ando em meio à selva, mas não piso em espinhos.
Me entende
Eu caminho só, mas não estou sozinho.
Ando em meio à selva de concreto e fios
Eu caminho só, mas não estou sozinho.
Ando em meio à selva, mas não piso em espinhos.
(…Continue Lendo…)
Mesmo que não venha mais ninguém Ficamos só eu
Mesmo que não venha mais ninguém
Ficamos só eu e você
Fazemos a festa, somos do mundo
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Escrever é fácil… Falo do concreto e do frágil, Onde em linhas, me tornei hábil!
Escrever é fácil…
Falo do concreto e do frágil,
Onde em linhas, me tornei hábil!
Mas, escrever é difícil…
Porque é o início da construção,
Do meu maior edifício!
…