Prefácio da vampira
Prefácio da vampira
E eis que a criatura sedenta de sangue e lágrima
Melodramaticamente calma
A criatura da noite
Na noite encontrar-se-á consigo mesma
E renascerá
E voará para o céu azul pontilhado de brilhantes
Onde ornará seus sonhos
Com nebulosas e cometas
Estrelas cadentes
E junto a lua se deitará
E dormirá um sono profundo
Porém ao despertar nova criatura será
E não se reconhecerá olhando para si
E a face refletida no espelho
Mostrará a nova criatura
Plena, completa, imortal
E observando bem
Também verá o mau
Olharás o rosto de um predador
É a face de um animal
E quando o sangue de gosto doce
Os seus lábios tocar
Gargalhará
De dentro de sua garganta
E não mais dormirá
Nem descansará
Por toda eternidade
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