Dulce
Dulce, rio…
Naquele espaço de tempo- entre o entardecer e o anoitecer, contemplar o cenário era uma dádiva e a espera, um presente.
Enquanto aguardava o meu transporte para o isolamento, minha distração era observar o choque entre as águas cristalinas do mar e as águas turvas do rio imponente…divaguei naquela lição contemplativa.
As forças das águas somaram-se numa correnteza que era de fazer qualquer peixe perder o rumo…por alguns instantes, pensei o que levava um peixe, com a abundância do mar, se deixar levar pela pureza daquele rio.
Seria o conforto da temperatura ¿ o embalar das marolas de sua bacia¿ seria ele um desbravador cansado do tempero de seu ambiente, procurando um horizonte mais doce¿
Já a caminho do meu destino, me deparo com o massacre de alguns peixes, corajosos ou perdidos, bravos até a morte…nadaram, incansáveis, para seus rumos trágicos…
Alguns, falou-me o guia, conseguem chegar ao rio e ainda viver num ponto aonde o rio não é rio, nem o mar o mar…
A natureza me confortou com a delicadeza daquele fragmento…pois eu, passarinho, me via tão peixe como aquele que busca águas menos salinas, menos revoltas… águas de temperaturas mais amenas…
Enfim cheguei, sem destino.
Se o peixe encontrou sua bonança, ei de voar.
.
Rio Dulce, en mi Guatemala querida.
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