De repente uma nuvem branca Atravessa lá no Céu Parece
De repente
uma nuvem branca
Atravessa lá no Céu
Parece que tão velozmente
Parece até
Que entre ela e a gente
As copas das árvores
Telhados de casas
E os gramados das colinas
Parece que tudo se move
O tempo pára
Até que o Céu termina
Tenho a impressão
Que o mundo gira de mentira
Meus pés na calçada
Uma formiga caminhando
Atravessando o pavimento cimentado
Eu olho pros lados e nada
O tempo que havia parado correu
Passou desesperado por aqui
Correu tão depressa
Que nem vi
Enquanto eu olhava
Pra nuvem que não chove
A vida parecia se mover
E se moveu
Enquanto isso
Muita coisa eu não via
Não sentia
Não senti
A nuvem passou
A formiga se foi
O cimento tornou-se areia
Tanta coisa mudou por aqui
Pode até parecer que não
Mas um dia eu
de uma só vez
Juro que senti
E doeu.
Edson Ricardo Paiva
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