Cada vez mais ela não sabia explicar
Cada vez mais ela não sabia explicar.
Transfomara-se em simplicidade orgânica.
E arrumara um jeito de achar nas coisas simples e honestas a graça de um pecado.
Gostava de sentir o tempo passar.
Embora não tivesse relógio, ou por isso mesmo, gozava o grande tempo.
Era supersônica de vida.
Ninguém percebia que ela ultrapassava com sua existência a barreira do som.
Para as pessoas outras ela não existia.
A sua única vantagem sobre os outros era saber engolir pílulas sem água, assim a seco
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