Minha Juventude
Minha Juventude
Minha amiga Patrícia, Mãe de Guilherme me pediu para falar sobre a juventude.
Talvez minha juventude tenha sido muito parecida com a dela pois vivi momentos mágicos e incríveis.
Minha Amada juventude foi repleta de amor, amor que transbordava, cheinha de amigos-irmãos e muitas histórias para contar.
Fui uma jovem quase qualquer, frequentei Village Café e Mikonos nas matinês de sábado e domingo, dancei horrores ao som de música eletrônica.
Era fã de Menudo e Dominó.
Tinha amigos pobres, ricos e classe-média e nada disso importava.
Era promotora da paz, pelo menos tentava ser.
É claro que a cada desobediência (rebeldia) eu ouvia do meu pai: "É isso que você aprende no Focolare?" (Movimento Cristão).
Tanto meu pai como eu tínhamos a certeza que Não.
A pergunta só vinha para me confrontar de que eu estava agindo totalmente ao contrário do que aprendia por lá.
Vendia pão no sinal para a padaria Per Te, Morava no Boulevard e passeava em casa como dizia meus pais.
Tinha muitos amigos, a vida de doação sempre me fascinou, e na sala de aula era a psicóloga, a primeira a saber que a amiga tinha engravidado na adolescência, a única a saber de algum problema familiar e assim me tornei a Sra.
Conselheira, aquele ombro amigo, com palavras bonitas, respostas sinceras e resolução de todos os problemas do mundo.
Sofria? Não me lembro! Estava tão voltada para amar o meu próximo que apesar de ser quase sempre briguenta me sentia leve em ajudar, quanto mais eu ajudava mais disposta ficava.
Tive uma juventude de pouco namoro, esse não era o meu foco principal, aliás nunca foi.
Está aí umas das minhas qualidades importantes.
Sou feliz sozinha.
Sou feliz comigo mesma e isso desde o tempo de menina.
Mas amo ser feliz no coletivo, em comunidade.
Briguei no colégio e fora dele, distanciei de amigos, julguei, errei e recomecei.
O tempo vai passando e tudo de ruim que aconteceu fica sem sentido, tudo parece lembranças vagas como sonhos ou porque não, pesadelos.
Eu não era perfeita, nunca fui, perfeição tava longe e ainda está, mas tenho uma sensação tão boa de dever cumprido, de ter aproveitado bem cada momento, de ter dado valor a quem merecia valor, de ter acreditado nas coisas simples da vida, no amor, na paz, na harmonia por mais estranho que possa soar uma geniosa, a Sra.
Pólvora acreditando na paz.
Na juventude despertei para lutar por meus ideais, mesmo que parecesse careta, insano ou chatice.
Sempre levantei a bandeira das coisa que acredito, sempre lutei.
A juventude para mim é sinônimo de Amizade.
Amizades essas que carregarei no coração para sempre!
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