A Morte não é algo que nos espera no fim

A Morte não é algo que nos espera no fim.
É companheira silenciosa que fala com voz branda, sem querer nos aterrorizar, dizendo sempre a verdade e nos convidando à sabedoria de viver.
A branda fala da Morte não nos aterroriza por nos falar da Morte.
Ela nos aterroriza por nos falar da Vida.
Na verdade, a Morte nunca fala sobre si mesma.
Ela sempre nos fala sobre aquilo que estamos fazendo com a própria Vida, as perdas, os sonhos que não
sonhamos, os riscos que não tomamos (por medo), os suicídios lentos que perpetramos.
Embora a gente não saiba, a Morte fala com a voz do poeta.
Porque é nele que as duas, a Vida e a Morte, encontram-se reconciliadas, conversam uma com a outra, e desta conversa surge a Beleza… Ela nos convida a contemplar a nossa própria verdade.
E o que ela nos diz é simplesmente isto: “Veja a vida.
Não há tempo a perder.
É preciso viver agora! Não se pode deixar o amor para depois…”.
(Do universo à jabuticaba)

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