A realidade apenas se forma na memória; as flores que hoje me mostram pela primeira vez não me parecem verdadeiras flores.
A memória é muitas vezes a qualidade da estupidez; ela caracteriza geralmente os espíritos pesados, os quais torna ainda mais pesados, mercê da bagagem com que os sobrecarrega…
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São perigosos sobretudo os velhos que guardaram a lembrança das coisas e perderam a das suas repetições.
Se não soubermos esquecer, nunca estaremos livres de tristeza…
A memória dos velhos é menos pronta, porque o seu arquivo é muito extenso…
Ah, memória, inimiga mortal do meu repouso!
A memória sabe de mim mais que eu, e ela não perde o que merece ser salvo.