O BELO
O BELO
A Floresta me basta.
Não que seja o lar,
mas ela é veicu-lar.
Não basta eu entrar na floresta,
ela tem que entrar dentro de mim.
Desta forma eu encontro a paz
e com a paz dispenso os meus sentidos.
Os sentidos não fazem sentido.
Não confuda um poeta com um buda.
Um buda é um poeta, cuja vida virou poesia,
mas um poeta é alguém que se ilude com a beleza.
A beleza é uma ilusão,
pois a visão pode acabar,
e os ouvidos podem falir.
Então não haverá
o belo meneio das folhas luminosas
nem se ouvirá os sons do bosque.
Como saber se a ipoméia
e as hortências
ficaram azuis?
A função da floresta é me
conduzir ao vazio,
um vazio sem sentido algum.
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