E lá se vai o último e cabível
E lá se vai o último e cabível trago
No estômago cheio de um homem vazio
Que chora o que bebe porque bebe o que chora
Então vai- se embora nas águas de um rio
E ginga com o vento
Tropeça na sombra
E o mundo se assombra
Com sua ousadia
E vira poeta
Faz alegorias
Sambando na rua
Soluça poesias
E driblando a sorte
Atravessa a avenida
E morre com o samba
Que então ganha vida
E lá se vai, e lá se vai
O último e cabível bêbado
Num copo cheio de um ar sombrio
Que chora o que bebe porque bebe o que chora
Então vai- se embora sem choro, vazio
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