Ai se eu te pego no mar, me chama de oferenda que eu te chamo de iemanjá.
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Ai se eu te pego na parede, te chamo de lagartixa.
Ai se eu te pego no tiroteio, te chamo de bala perdida e me perco junto.
Ai se eu te pego na sexta-feira, te levo pro bar e te bebo que nem cerveja.
Ai se eu te pego na igreja, te rezo uma ave-maria.
Ai se eu te pego na enchente, te enrolo em mim e te chamo de colete salva vidas.
Ai se eu te pego na cozinha, tem encho de maionese.
Ai se eu te pego na padaria, te chamo de pãozinho e te levo pra casa.
Ai se eu te pego na livraria, a gente faz um romance.
Ai se eu te pego no estádio, a gente faz uma Ola.
Ai se eu te pego no cinema, vai ser um lindo happy-end.
Ai se eu te pego no show do Gustavo Lima, te levo pro tche tche rerê.
Ai se eu te pego na praça, te pago uma pipoca.
Ai se eu te pego na novela, a gente faz uma cena.
Ai se eu te pego no funk, te remexo e te levo até o chão.